Tradição à Serviço da Pecuária Moderna
Publicado em 07/05/2008
Mostramos neste site, nossa filosofia de trabalho, que norteia a seleção das criações com que trabalhamos há mais de meio século, e que torna as seleções Strang tão especiais. Desde o início da gestão o Sr. Donald W. Strang através da sua visão de futuro e com raízes fortes respeitou os valores tradicionais, voltados para a produção econômica de carne, evoluiu a criação de gado nelore, com o conceito moderno da precocidade e fertilidade. Além disso, selecionava cavalos de serviço essenciais ao manejo rural e às exigências dos homens de mercado que gostam de testar as habilidades e versatilidades de um bom eqüino de pista e de campo.

Donald W. Strang e filho Eduardo
Donald Wilfed Strang

Nascido no Rio de Janeiro no dia 05 de agosto de 1916, filho primogênito do escocês Donald Strang (09/11/1886), que trabalhou na Western Telegraf e de Hilda Ethel (28/08/1897) nascida no bairro da Graça, Salvador-BA; estudou no Externato do Colégio São José, na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, formou-se em Técnico Agrícola na Escola Superior de Agricultura e Veterinária, em Viçosa - MG, na turma de 1936. Com os pais e os irmãos Douglas e Harold, moraram no Catumbi; Vila Isabel; próximo à Usina da Tijuca Rua Santa Carolina; construiram posteriormente casa na Usina perto do ponto, onde seus pais moraram até a declaração da última grande guerra, com o adoecimento do pai (câncer pulmonar) este teve que deixar o trabalho, então preferiu mudar para um sítio em Terezópolis no Bairro da Prata, neste época o primogênito estava em Viçosa fez curso médio, ansioso para ingressar no trabalho e para ajudar nas economias do pai não fez o superior. Casou-se em 13/12/1941 com a filha de Gaspar Machado Antunes e Tereza Ribeiro Arantes, Maria Helena Arantes Antunes, tiveram nove filhos, depois de casado residiu em Bagé - RS, Barretos - SP, Araçatuba - SP, e São Paulo - SP. Faleceu em 13/05/1993. Trabalhou durante mais de 33 anos para o frigorífico Swift, como comprador de gado, gerente regional e diretor comercial. A partir dos anos 70, realizou diversos trabalhos de consultoria e assessoria agropecúaria a projetos de incentivos fiscais nas áreas da SUDAM e SUDENE. Seu último trabalho foi para Lion, quando morreu em serviço, de infarto, em pleno vôo que o levava à fazenda da empresa no Pará.

Eduardo Strang
Eduardo Antunes Strang

Filho de Donald Wilfred Strang e Maria Helena Antunes Strang. Nascido no Rio de Janeiro, dia 11/01/1946. Foi levado a Barretos, cidade onde seu pai trabalhava, um ano após mudaram para Araçatuba. Nesta cidade cresceu acompanhado de seu pai. Casou-se em janeiro de 1968 com Celina Brandão Barbosa em São Paulo e foram morar em Araçatuba, onde tiveram sete filhos. Passou aos filhos seus conhecimentos, de temperamento severo, não admitia que deixassem o certo pelo duvidoso, para ele o valor da palavra de uma pessoa, valia mais do que papel assinado. Como dizia, "papel aceita tudo". Sempre alertou para a preocupação no desenvolvimento das atividades agropecuárias, para o fator da liquidez. Por isto, primava pelo gado de corte, que tem alta capacidade de conversão para moeda corrente, isto também valia para o gado de elite, onde não buscou selecionar apenas o lúdico, o belo, mas reprodutores de carne, que espalham sua herança genética pelos rincões do Brasil e de outros continentes. Exportou exemplares para a África em meados dos anos 70. Se rendia, aos desígnios da natureza, dizia que potro novo era como uma caixinha de surpresas. Podia ser lindo e virar um animal adulto mediano, como ser desmanchado e tornar-se um belo exemplar da raça na idade adulta. Nos eqüinos lhe atraia a pelagem castanha, mas selecionou animais de várias delas. O mais importante era a funcionalidade e a docilidade, a aptidão aos serviços do campo. Na seleção de nelore, preferia a monta natural à inseminação artificial, mas não deixou de participar do movimento pioneiro da transferência de embriões, nos anos 80. A partir da morte de seu progenitor, e fundador dos plantéis, em 1993, participou do processo da dissolução da agropecuária entre os irmãos, passando em 1998 o seu quinhão aos cuidados dos filhos, viveu em Araçatuba até o dia de sua morte em 06 de outubro de 2000 , de câncer. Seu trabalho é até hoje reverenciado por seus filhos, irmãos e amigos.

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